Médicos do Hospital da mulher em Mossoró decidem manter paralisação por tempo em determinado

Hospital da Mulher em Mossoró continua com  atendimento de urgência e emergência 
Sem a regularização de sua situação, o corpo clínico que presta serviço no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia mantém a paralisação iniciada na terça-feira passada, 26. Até a tarde de ontem, 27, apenas os atendimentos de urgência e emergência estavam sendo realizados, como confirmou o obstetra Wilton Dias. Esta é a segunda vez que os profissionais interrompem os trabalhos por causa das irregularidades no repasse para a equipe médica. Segundo Wilton Dias, os médicos também possuem questionamentos em relação ao contrato com a empresa que administra o hospital, porém, a Secretária Estadual de Saúde Pública (SESAP) não se posiciona sobre como ou quando efetuará o pagamento dos profissionais. “Nossa situação é muito complicada, porque nós estamos na linha de frente”, diz ele, acrescentando que os médicos não podem paralisar as atividades por se tratar de um serviço essencial. De acordo com o obstetra, o movimento que está sendo realizado tem a intenção de diminuir a demanda. Com a instabilidade gerada, os médicos do Hospital da Mulher enfrentam ainda dificuldades para fechar a escala de plantões, pois a situação faz com que os profissionais não tenham interesse em compor o quadro. De acordo com o obstetra, há, inclusive, médicos deixando o Hospital. Ele informa que há dificuldades na equipe de neonatologia, obstetrícia e, principalmente, com relação à equipe de intensivistas, setor que só conta com um médico para dar suporte. Enquanto a situação não se resolve, parte das gestantes tem que procurar outra alternativa, como é o caso da dona de casa Liliane Kadilma. À espera do segundo bebê e na expectativa do parto, ela conta que procurou o Hospital da Mulher na tarde de ontem, pois, como estava com pressão alta, com inchaço e dor, durante o atendimento na unidade de saúde onde realiza o acompanhamento da gestação, foi orientada a procurar uma unidade especializada. Liliane Kadilma conta que ao chegar ao Hospital da Mulher teve a pressão arterial verificada e foi informada sobre a greve. Após tomar conhecimento da paralisação, ela se preparava para ir para a Casa de Saúde Dix-sept Rosado. 
Tecnologia do Blogger.