Clube Atlético Mineiro é o grande Campeão da Taça Libertadores da América 2013

Clube Atlético Mineiro com 105 anos de glórias, conquista o título mais importante da sua história. É o décimo time do Brasil a ganhar a Taça Libertadores da América. Com o 1º título do Galo Mineiro, o futebol brasileiro chega a sua 17º conguista das Américas.

O Atlético-MG exorcizou o fantasma que o assombrava desde 1971, quando ganhou o Brasileiro, título mais importante da história do clube.
Em uma partida dramática, o time fez 2 a 0 no Olimpia -com gols de Jô e Leonardo Silva. Assim, devolveu a derrota sofrida pelo mesmo placar no Paraguai. A decisão foi para prorrogação, que acabou empatada. O título da Libertadores veio nos pênaltis (4 a 3).
Todos os atletas do Atlético-MG converteram seus penais: Alecsandro, Guilherme, Jô e Leonardo Silva. Ronaldinho nem precisou bater.
Pelo Olimpia, o atacante Ferreyra, o defensor Candia e o meio-campista Aranda marcaram, mas o zagueiro Miranda e o volante Giménez desperdiçaram. Victor fez uma defesa e viu a última cobrança carimbar a trave.
 O Atlético-MG da fé, dos dribles, da raça, da torcida, dos versos de Drummond, da voz de Beth Carvalho. O Atlético-MG dos pênaltis, de uma idolatria sem tamanho, sem fronteiras, que foi à Bolívia, à Argentina, a São Paulo, ao México, ao Paraguai, e terminou no Mineirão com um final feliz, esperado, desejado.

O jogo que começou no dia 24 e terminou em 25 de julho de 2013. Belo Horizonte, hoje, é branca e preta. Luta, luta, luta com toda raça para vencer. E faz as malas rumo ao Marrocos. Cuca vai enfrentar Guardiola. Ronaldinho terá Schweinsteiger pela frente. Marcos Rocha vai precisar marcar Ribéry. Que venha o Bayern! E que o mundo descubra, em dezembro, o imponderável, a paixão e a fé que moveram o Galo ao melhor e maior dia de sua história.


Futebolista dos melhores que foi Djalma Santos, deve ter abençoado o minuto de barulho em sua homenagem: 60 segundos de hino do Atlético-MG cantado a plenos pulmões. O tempo... Esse ingrediente cruel das decisões.

O Galo tinha 90 minutos para fazer dois gols, mas parecia ter 90 segundos, tamanha pressa no início. Pressa inimiga da perfeição, todos aprenderam. A bola pouco parou no chão. Ronaldinho, que tão bem sabe o que fazer com ela, abusou dos lançamentos.

O Olimpia teve o peso da camisa tricampeã da Libertadores, mas não só isso. Os paraguaios não parecem ter sido tratados com a devida consideração. Os destaques do Galo foram mal no primeiro tempo, como já havia ocorrido no Paraguai. Não haveria mérito do técnico Hugo Almeida e sua linha neutralizadora de cinco defensores?

A unha de Cuca sofria tal qual a garganta e o coração do torcedor, que viu Bareiro e Silva entrarem livres na área, mas finalizarem mal, sem força, nas mãos de São Victor dos Milagres.
Com título, Cuca põe fim à fama de azarado: Agora quebramos isso aí

Como explicar que Leonardo Silva tenha precisado de três cabeçadas? Na primeira, não foi possível espichar o travessão para que ela entrasse. Na segunda, não foi possível tirar Martín Silva do caminho. Na terceira não houve trave ou goleiro que impedisse a catarse mineira, o delírio do "uai", a explosão absoluta de alegria. Alegria, alegria, alegria...

Se Giménez errar... Se São Victor pegar, o Galo é campeão. Se a bola não entrar, o Galo é campeão. Era esse o cenário no Mineirão quando Giménez tomou distância. A torcida sabia que acabaria ali. A bola acertou o travessão, acertou o coração de milhares, milhões de atleticanos. Milhões de campeões. Valeu a pena acreditar!
Foi assim do começo ao fim, acreditando neste título inédito do  Galo das Minas Gerais que entra para a história dos times do Brasil que conquistaram a Taça Libertadores da América.
Agora definitivamente nós acreditamos que o time de melhor campanha mereceu ganhar e ser verdadeiramente o grande Campeão 2013 da Taça Libertadores da América.
Com informações do G1
Tecnologia do Blogger.