Desemprego cresce no RN com mais de 15 mil vagas fechadas
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| RN fecho 2016 com mais de 15 postos de trabalho fechados |
Os dados estão na Análise da Evolução do Mercado de Trabalho Formal, um estudo elaborado pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae no Rio Grande do Norte e divulgado na quarta-feira (1.º), analisando o comportamento do estoque de empregos celetistas no estado, região e paÃs ao longo dos últimos dez anos. Esse é o segundo estudo conjuntural elaborado pela instituição com base no ano passado. O primeiro foi o Boletim de Comércio Exterior, divulgado na semana passada, tratando do saldo da balança comercial potiguar.
De acordo com a Análise da Evolução do Mercado de Trabalho Formal, a cidade de Campo Redondo foi a recordista em geração de emprego, com 1.990 vagas criadas, seguida de Goianinha (386 vagas), Nova Cruz (294 vagas), Apodi (277 vagas) e Ipanguaçu (244 vagas). Por outro lado, a capital potiguar foi a que registrou o maior número de demissões no ano passado: 9.642 postos de trabalho perdidos – 61% de todas as vagas extintas no Rio Grande do Norte. Mossoró foi o segundo municÃpio potiguar com o maior Ãndice de desemprego no ano passado. No perÃodo, o saldo ficou negativo em 3.047 vagas.
O maior número de demissões foi registrado no setor industrial potiguar, com 9.097 vagas encerradas. Sozinha, a construção civil demitiu 6.602 empregados. O comércio fechou 3.778 postos de trabalho e o setor de serviços, outros 3.197. Já o setor agropecuário foi um dos poucos no estado que encerrou o ano com saldo positivo no número de emprego, com 717 vagas geradas.
RN foi o quarto do NE em saldo negativo de empregos
O RN foi o quarto estado nordestino com o maior saldo negativo de empregos em 2016, ficando atrás da Bahia (67.291 postos perdidos), Ceará (37.499 vagas extintas) e Maranhão (18.036 postos perdidos). Segundo a análise, o mercado de trabalho potiguar sofreu duramente os efeitos da crise econômica brasileira. A vizinha ParaÃba, por exemplo, semelhante em território, clima e população, tinha um estoque de 406,5 mil trabalhadores celetistas em 2016, enquanto o estoque do Rio Grande do Norte era de 435,3 mil, também em 2016. Nos últimos 10 anos, a ParaÃba criou 129 mil novas vagas de trabalho, enquanto no RN foram criadas 106,5 mil.
O estudo elaborado pelo Sebrae também revela uma tendência preocupante no que se refere à geração de emprego por porte das empresas. O setor que tradicionalmente mais gerava postos de trabalho, o da microempresa, começa a apresentar declÃnio. Apesar da relevância na geração de empregos, que vinham equilibrando durante meses e anos as quedas causadas por demissões nas empresas de maior porte, as microempresas se apresentam com a capacidade de resistência se exaurindo. Em 2016, essa faixa está muito próxima de zero, com tendência de baixa, situação semelhante ocorre com a pequena empresa. Médias e grandes, embora ainda mantendo números negativos, mudaram a trajetória de declÃnio de suas curvas, segundo a análise.
"Essa redução da capacidade de geração de empregos na microempresa e nas empresas de pequeno porte em geral é resultado da conjuntura econômica que o paÃs atravessa. No ano passado, tivemos um número menor de formalização de novos negócios - 15% a menos que em 2015 - e também redução da disponibilidade de crédito para o setor empresarial. Esses fatores influenciam diretamente nas contratações por parte dos pequenos negócios”, acredita a gerente da Unidade de Gestão Estratégica Alinne Dantas.
Fonte: De Fato On Line

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